Deux bonnes nouvelles depuis la fin du mois de février 2017

La première nouvelle concerne une chute significative du nombre des cas de torture rapportés en Tunisie. Selon un rapport de l’Organisation tunisienne contre la torture (OCTT), 153 cas de torture et traitement cruel, inhumain et dégradant ont étés rapportés en 2016, alors qu’en 2015 ce chiffre montait à 250. Cela représente une baisse d’environ 61 %.
Toutefois, le rapport publié en février 2017 par l’OCTT présente une situation assez préoccupante où les violations de la Convention contre la torture persistent avec la complicité de l’État tunisien. Selon ce même rapport, la police s’avère responsable dans 62 % des cas et des agents correctionnels sont impliqués dans 24 % de cas dénoncés.
Jugée comme étant « sur la bonne voie » par les experts des Nations unies, la Tunisie s’efforce de mettre fin aux cas de torture et des traitements cruels, inhumains et dégradants, bien que le pays a encore beaucoup de travail à faire pour y arriver. Nous encourageons la Tunisie afin qu’elle mette « les mains à la pâte » et qu’elle réponde aux exigences de la Convention contre la torture pour l’éradication totale de la torture sur son territoire.
La deuxièmement bonne nouvelle vient du continent asiatique, plus précisément de l’Ouzbékistan en Asie centrale. Elle rapporte une victoire dans la lutte contre la torture et en faveur de la liberté d’expression. Après 18 ans d’emprisonnement, le journaliste ouzbek Muhammad Bekjanov, lauréat du Prix 2013 pour la liberté de la presse de Reporteurs sans frontières (RSF) a été remis en liberté le 22 février 2017. M. Bekjanov, un « héros de l’information » de RSF, a subi toute sorte de torture et de traitements inhumains et dégradants durant son incarcération. Cela a atteint de façon irréparable son état de santé. Parmi les séquelles subies en conséquence de la torture figure la perte de plusieurs dents ainsi qu’une partie de son ouïe.
Bekjanov incarne un des cas d’emprisonnement de journalistes le plus long jamais rapportés. Plusieurs organisations internationales ont exprimé un profond soulagement face à la libération de Muhammad Bekjanov. Les organisations appellent les autorités ouzbèkes à prendre des mesures afin que le journaliste rejoigne sa famille aux États-Unis dans les plus brefs délais. Les organisations font appel pour que le pays libère le plus rapidement possible les journalistes et défenseurs des droits de la personne injustement détenus en Ouzbékistan. L’ACAT Canada reste alerte pour la suite des choses.

Sources
L’Orient. 2017-02-22. Tunisie: nette baisse des cas de torture depuis 2015 : https://www.lorientlejour.com/article/1036652/tunisie-nette-baisse-des-cas-de-torture-depuis-2015.html
Reporteurs sans frontières. 2017-02-22. Muhammad Bekjanov, libre après 18 ans passés dans les prisons ouzbèkes : https://rsf.org/fr/actualites/muhammad-bekjanov-libre-apres-18-ans-passes-dans-les-prisons-ouzbekes

Originalmente postado em :
http://acatcanada.org/2017/04/03/deux-bonnes-nouvelles/

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Um Brasileiro​ por traz da paz.

 

Humanitari0629984_400ans confront suffering wherever it may be, often at great personal sacrifice. Their contributions often go unnoticed, but their impact is felt by millions who frequently have nowhere else to turn”

Samantha Powers

Sérgio Vieira de Mello era um tipico brasileiro, engajado em reconstruir a harmonia e equilíbrio politico baseado na diplomacia. Alto comissario da ONU, o diplomata brasileiro,a quem em muito se essemelhava o próprio presidente Obama, no inicio, quando das disputas presidenciais para o seu primeiro mandato, foi uma pessoa importante no processo de pacificação de diversas zonas de conflito.

Sérgio esteve no Líbano, Bósnia, Ruanda, Kosovo, Timos Leste e no Iraque, o que lhe atribuiu uma experiencia sem precedentes além da vivencia em tantas zonas de conflito. Assassinado em 2003 num atentado contra a sede das Nações Unidas (Oo) no país, o homem que teve uma vida brilhante, um Brasileiro de alto quilate no jogo das relações internacionais. Definido pelo ex-presidente Lula em 2003, como “raro”, ou “uma semante única”, que não se pode encontrar da noite para o dia.

Podemos dizer que ele tinha tudo para ser um dos próximos lideres mundiais. Sérgio Vieira de Mello deixou um legado diplomático nas Nações Unidas, o homem por traz da resiliência, defendia uma pronta recuperação do poder institucional das zonas de conflito, visando o pronto e rápido restabelecimento da ordem, sem que o povo sentisse os impactos nocivos da ocupação.

Sérgio Vieira de Mello, aportou em Bagdá com uma junta dos melhores especialistas das Nações Unidas, visando o pronto restabelecimento após a invasão em 2003, além da determinação de entregar ao povo Iraquiano um futuro independente, após a guerra.
Em suas palavras, era importante “substituir o mais rápido possível a coalisao para recobrar plenamente a soberania do povo. Ninguém quer estar sob ocupaçao”.

O diplomata ainda questionava, “como ele se sentiria se visse sua terra natal, o Rio de Janeiro sendo invadida?!? Eu não iria gostar!” afirmou categoricamente, Sérgio, em um documentario fascinante realizado pela HBO Documentary.

Em 19 de agosto de 2003, durante uma reunião que estava sendo televisionada, o diplomata brasileiro e mais 21 pessoas, entre membros das Nações Unidas em missão no Iraque, foi assassinado num “atentado terrorista” contra a sede das Nações Unidas em Bagdá. Uma morte lenta e violenta para um homem que deixou um legado diplomático baseado na paz e nos direitos humanos, digno de ser continuado.

A morte de Sérgio Vieira de Mello deixou estarrecida a comunidade diplomática internacional e ainda estarrece! Pessoas ligadas ao Diplomata testemunharam todo o incidente e saíram ilesas, entre eles o Politólogo Libanês Ghassan Salamé e sua então assistente na época, a curdo-iraquiana Shawbo Taher.

Sérgio Vieira de Mello carregava a chama do povo brasileiro por direitos humanos, paz, equilíbrio e equidade. Um diplomata que pagou caro o preço de sua dedicação para com a humanidade. Fica a pergunta, até quando?

Em sua homenagem hoje, diremos, Sérgio Vieira de Mello vive em todo Brasileiro!

Acompanhem os documentários a respeito do diplomata, a seguir na programação do Novo Jornal Nacional.

Nós ainda sugerimos as seguintes leituras, para maior entendimento sobre a questao: “Chasing the Flame : Sergio Vieira de Mello and the Fight to Save the World” publicado em 2003 e “A Problem from Hell: America and the Age of Genocide” ambos de autoria de Samanta Powers.